terça-feira, março 09, 2010

Brooklyn


I hope I see you soon
Cause you’re fond of me and I am fond of you
These days I guess that’s all it takes
That and just a few mistakes
and I have made mistakes
Yes I have made mistakes today…
So tonight I’ll be your Brooklyn
So cool and yet so far away
Just tell me what you want for me to say
And if it brings you home…
I guess it’s safe to say
We both could use this fire escape
Cause I’ve been breathin’ ashes in
And I’ve been waiting for somethin’ to carry you away
Cause i have made mistakes today…
So I hope you travel safe
I hope you’re cool, I hope you find your way
It’s sad, but it is safe to say
We disagree on one too many things
And I have made mistakes today…


domingo, novembro 22, 2009

Cavalgadas

"There is something about the outside of a horse that is good for the inside of a man. ~ Winston Churchill"



quinta-feira, novembro 19, 2009

Pensamentos que voam...

Não são só os pensamentos que me voam pelos dedos... o tempo parece-me escasso perante todos os nadas que me vão assombrando. 4 meses em silêncio, e o meu refúgio mantém-se aqui, a aguardar o meu regresso, neste seu pulsar sereno e taciturno...

É bom voltar a casa.

Pensamentos que voam irá sofrer uma remodelação. Novas cores, novas palavras, um pouquinho mais de mim, talvez mais regularmente. Por agora, apenas um suspiro, algo leve e doce para ver se animo estes dias cinzentos.


Um beijo...

domingo, julho 12, 2009

Caminhamos sempre, um pé à frente do outro, mesmo quando o mundo parece que se vai desmoronar, mesmo quando tudo corre mal ou quando a solidão nos parece incontornável, e a cada passo a esperança de algo mais.
Uma novidade, uma proposta, um novo projecto ou uma simples noite bem dormida dão-te forças para mais uma batalha. O facto de saberes que há pilares na tua vida, que há algo ou alguém que te irá obrigar a erguer a cabeça quando estiveres prestes a desistir. Saberes que és e foste pilar para tanta gente cujos caminhos se foram desviando, saberes que foi no teu ombro que tantas vezes chorei, saberes que hoje, quando as pernas te fraquejam, quando todos os olhares te reprovam, quando todas as dúvidas alheias te fazem duvidar, há algures um ombro e um abraço de quem confia, de quem acredita, de quem te ama.
Porque já vi pior, já vivi pior, e tu estavas, talvez nos bastidores, talvez longe, mas passo a passo os nossos caminhos acabaram por se cruzar e foste tábua de salvação, foste alvo de desabafos impensados, foste amizade incondicional, independentemente dos disparates que cometi.
Hoje, quando vacilas nas tuas próprias decisões, eu tropeço nas palavras a acabo por me deixar em segundo plano.
Deixo as previsões para os entendidos e resigno-me à feliz insignificância do meu ser, faço o que melhor sei fazer e contento-me em espalhar 2 ou 3 sorrisos por aí, na esperança de um dia também te ver sorrir, também te saber feliz.
Carpe whatever! É indiferente a forma como cada um encara a vida, o mote de cada dia parece-me completamente dispensável, porque o essencial mesmo, é isto, a simplicidade de ser aliada à vontade de seguir em frente, tudo o resto são adereços que colocamos no nosso próprio caminho para tornar as coisas mais bonitas.
Indecisão era o meu nome do meio, medo a minha sombra e solidão a minha melhor amiga, vi o negro dos dias e o vazio das noites, brinquei à beira de tantos abismos e fugi tantas vezes quantas me apeteceu, sempre com o mesmo resultado. Mais uma decisão, mais um dia passado.
Sorri, elimina as lágrimas do teu vocabulário e dança ao som de uma música estúpida qualquer.
Amanhã o dia vai correr melhor, pouco a pouco esse sorriso torna-se real e a felicidade instala-se sem te aperceberes.



domingo, abril 05, 2009

sábado, março 28, 2009

O outro lado do nada

Nada. Conceito abstracto que tenta traduzir o que por vezes nos enche os dias, os sentimentos para com algo ou alguém que nos passou despercebido ou simplesmente que queremos esquecer, nada passou a ser um adjectivo comum quando queremos diminuir algo, passou a banalidade pouco inócua, passou a ofensa, a desmérito, a desprezo.

Uma palavra sem sentido claro, um pouco isto misturado com uma pitada daquilo, quando na realidade o "nada" a que me refiro é apenas a ausência de contacto, de palavras, de olhares, de toques e de cheiros.
Nada passou a ser uma quase religião que me acompanha no dia-a-dia, porque nada se passa, porque não quero nada, porque não sei de nada. Muros feitos de nada que ergui ao meu redor e que ninguém ousa transpor, a invisibilidade causada pela aparência normal que transpiro, perguntas disfarçadas que parecem não trazer nada de novo, comentários inocentes que fazem com que nada seja monótono...


...do outro lado apenas permanece a vontade de te voltar a ver.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Quem és tu?


Fazes do imprevisto uma arte porque as rotinas te incomodam de tal forma que os relógios te parecem peças de museu. Mas vives dependente de outrém, sem saberes muito bem por onde vais.
Por onde passaste acumulaste lembranças enroladas em rancores, e desistes das pessoas sempre antes de elas desistirem de ti.
Quem és tu, enigma ou indecisa?
Porque foges? Que medo é esse que te isola? Quem te feriu assim tão gravemente que sembras viver debaixo de uma ameaça constante? Porque te revoltas tanto?
És diferente, profundamente diferente, és tímida disfarçada, e pareces envergonhar-te de ti mesma. Erras como todos, mas insistes em revoltar-te, em gritares para depois de esconderes novamente e seguires um rumo diferente. Desistes depois de lutas épicas sem esperares para ver os resultados, abadonas-te a ti mesma, deixas de acreditar e choras... porque o mundo não te compreende.
Quem és tu, menina, mulher?
Tudo muda, até o eixo de inclinação da Terra, e tu... tu mudaste uma vez mais. Abandonaste o teu passado antes mesmo de ele passar. Esqueceste os que foram algo, ignoraste os que quiseram ficar, viraste as costas, e imóvel aguardaste que se fossem eles embora.
Será isso? Queres mesmo parar no tempo? Queres mesmo ficar para sempre sem saberes como é ir em frente?

“Pensei que se falasse era fácil de entender”

O silêncio é uma arma cruel, sei disso, e tu também. Talvez as palavras tenham deixado de ter significado, talvez sejas simplesmente mais feliz assim, sem nunca dizeres adeus, talvez te tenhas esquecido do passado, talvez o queiras esquecer.
Sim, menina, ainda me lembro de te ouvir a rir com disparates, ainda me lembro que existes, e de uma ou de outra forma, vou sabendo de ti.
Um beijo
R.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Medo

"Quando o sol se afasta as criaturas saem à rua. Despem os seus ares compenetrados de profissionais competentes e revelam o seu ar sombrio e ameaçador. Claro que talvez os olhos do observador sejam um factor determinante no processo, mas a verdade é que à noite todos somos desconfiados, todos estamos prontos a atacar à mínima ameaça, somos carnívoros vorazes e impiedosos.
A rua serve de palco, às janelas os espectadores impassíveis e dos becos escuros saem os actores principais que fazem espectáculos de movimentos bem estudados. Vou por aqui que há mais luz, vou agora, vou mais tarde, vou de carro e tranco as portas, vou a pé mas com um x-ato no bolso (sim, porque uma dessas armas mortíferas vai ser fácil de abrir em caso de perigo!), ou pelo contrário, escolhem os caminhos mais recônditos, sem luz, sem gente, por onde caminham os gatos vadios e onde apenas circulam artistas como eles.
Estamos num mundo cão, e fazemos dele pior do que realmente é. Qualquer de nós no ambiente apropriado seria um assassino impiedoso, um traficante de droga, um ladrãozeco de esquina. Qualquer um de nós, que tem polegares "oponíveis" aos restantes anõezinhos é capaz de uma atrocidade qualquer, e num dia comum, temos mais medo da pessoa que está sentada ao nosso lado no metro que um uma fera da savana Africana.
Máquinas infernais de capacidade intelectual muito variável. Artistas insensíveis ou brutamontes lamechas, o resultado é sempre o mesmo... MEDO! Temos medo de nós mesmos, temos medo de morrer, temos medo do escuro, temos medo da dor, temos medo... "Quem tem medo compra um cão!", e há muitos a precisar de um lar no canil municipal! Ou também tens medo de cães?
No fim desta merda toda, 99% das pessoas tem medo é de viver. Ponham lá o x-ato no bolso, olhem de lado para a pessoa que se senta ao vosso lado no metro, se for assim um senhor mal vestido e com mal aspecto mudem de lugar. Sejam rudes e isolem-se, magoem lá a pessoa que se fica a sentir mal porque todos têm medo dela e não se preocupem. Afinal não estão a fazer mal a ninguém... certo? Não espetaram uma faca no peito dele, nem lhe apontaram uma arma à cabeça, só o fizeram sentir-se mal por um bocadinho, e foi em auto-defesa!
Hipócritas!
Compreendo mais depressa um miúdo de 10 anos no meio da guerra com uma espingarda na mão que a vocês, pessoas ditas civilizadas, que fogem de qualquer conceito que vos faça Humanos."

segunda-feira, novembro 17, 2008

Fotografias

Algo que me faz lembrar dos bons momentos que estão pra trás...








e que me dá a certeza de que as coisas melhoram, a cada dia um pouco mais.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Numa noite como outra qualquer, seguraste-me o rosto e pediste-me um beijo. Nessa mesma noite, que poderia ter sido outra qualquer, os beijos foram os protagonistas do conto de fadas que me prometeste.
A noite correu naqueles sofás que juntaste apenas para poderes dormir ao meu lado, na ingenuidade de que algo maravilhoso poderia acontecer. A timidez levou-nos ao disfarce e o segredo tornou-se nosso aliado.
Foste o príncipe encantado que apareceu montado num cavalo ruço, tão comum, tão inesperado, tão simples.
Numa noite, como outra qualquer, montaste o cenário perfeito. As velas acesas apenas permitiam vislumbrar os contornos do teu sorriso, tinhas espalhado chocolates por cima de uma cama improvisada, a música abafava os sons que chegavam do resto do mundo e os teus gestos levaram-me a acreditar em utopias longínquas.
Foste o amante insaciável que me mostrou os becos escondidos de um sonho.
Um dia percebi que esse sonho não era real, que os meus medos te afogavam em desespero, que a minha timidez te ia matando um pedacinho de cada vez, que os meus sorrisos eram poucos, que as minhas lágrimas traziam um passado demasiado longo para que tu me pudesses salvar de mim mesma.
Um dia, como noutro dia qualquer, saíste pela porta e nunca mais voltaste.
Nesse dia, ou noutro dia qualquer, coloquei tudo numa caixa de cartão e deixei que esta fosse levada pelo tempo.
Um dia sonhei que me tinhas jurado amor eterno e que era eu quem tinha fugido a correr.
Nós fomos feitos de dias assim. Hoje, quando esses dias estão tão distantes, sei que foi tudo um sonho, porque contos de fadas só no papel.
Naquele dia, tão banal como os outros, pedi-te um beijo e disse-te adeus.

terça-feira, setembro 09, 2008

Guerra dos mudos


Os dias correm-te por entre a amargura de uma vida repleta de desilusões. Agarras-te com força ao que tens, com medo de cair em algo que desconheces, e vejo as tuas lágrimas choverem por entre sorrisos azuis.

Agarrado a algo que há muito deixou de ser, mas por imposição das aparências manténs bem firme, procurando que amanhã seja diferente de hoje, esqueces-te apenas que diferente nem sempre é melhor.

Amanhã chega, e o ontem bate-te com a porta na cara quando o tentas fixar nos olhos. A oportunidade foi-se embora, e o teu silêncio impera nesse teu reino tão pequenino.

És mais, és tão maior que um gigante Liliputiano resignado a essa guerra feroz entre dois mudos que outrora foram amantes.

Talvez as palavras que vais deixando sair em tom de apelo sejam suficientes, e os poucos olhares que derramas complacente nesse teu refúgio sejam suficientes, e os amores quase platónicos que sofres sejam suficientes… talvez.

A gentileza dos teus gestos devia ser permanente, sabes? Devias olhar um pouco para ti, e descobrir de que cor querias pintar os teus dias, para cobrir esse sépia envelhecido que vais deixando a cada passo.

Os teus bolsos são demasiado fundos, e esses nadas demasiado pesados.


Mais uma chance, só mais uma, de mil que estão p’ra trás, e mais mil que estão pela frente, e a vida vai-te passando pelas mãos sem teres tempo de a chegares a viver. Mais uma batalha, com silêncios de espada em punho, e olhares de caçadeira nas mãos.

Mais uma hipótese, as coisas mudam, vai ser diferente, quando no fundo também não acreditas nessa mudança, e de cada vez que sorris, os castelos derretem e naufragas novamente deitado na tua própria cama.

O amor há muito passou a memória, a memória há muito passou a ódio, e o tempo… há muito que apenas passou.



Entre o ódio e o amor, existe um espaço muito cómodo a que chamaram casamento. Talvez o leves demasiado a sério, talvez os outros o levem demasiado a brincar... talvez, e apenas talvez, mais uma chance te leve para o lado errado desse abismo que vos une.
Mas como sempre, cá estarei.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Bruma Nocturna

E descobrir que estou a correr há tanto tempo apenas para ficar parada no mesmo sítio.
Olho o céu onde deixaste cair tantos pingos de lixívia e tento encontrar um padrão, mas ele está desfocado pelas cinzas do vento. Ao redor apenas uma brisa aconchegante, tudo o resto foi levado para a estratosfera de um planeta que nunca cheguei a ver. As circunstâncias ensinam-me a dançar o tango, termino exausta e sem forças, sem vontades. Esgoto as conversas com o copo, agora vazio, procurando no seu interior algo que me diga se o devo voltar a encher… talvez não.
Sento-me num chão qualquer, pernas esticadas e mente encolhida. Os pensamentos taciturnos vão-me fazendo festas no cabelo e eu afasto-os com as minhas mãos pequenas, que vão agarrando os pensamentos alegres que insistem em contar-me anedotas novas, deixando-me a sonhar com mundos de outras cores, a sorrir com lábios de outras gentes, a viver com o coração que roubei do livro de histórias de uma criança pequena.
Sou assim, vulto esbatido pela borracha de um disco voador que avança sem rumo e sem pressa. Alegre de ser, sem saber se de facto vivo ou se apenas me deixo viver.
Ainda sinto o latejar das cicatrizes profundas deixadas pelos vidros partidos nas minhas mãos, ainda insisto em apostar a minha vida em jogos irresponsáveis, sabendo que saio sempre ilesa, ninguém arrisca a minha vida, como se ela tivesse algum significado além de mais um pulsar ritmado pelas colunas estéreo que acordam os vizinhos.
Bebo mais um golo do copo que voltei a encher, o suave torpor do álcool vai tomando conta de mim, levando-me a escapar maleável por entre os vossos dedos, e mesmo debaixo dos vossos olhos.
Refugio-me uma vez mais nos braços da noite, longe de toda a vida, onde sei que ninguém me encontra. Incontactável no meio de brumas passageiras, irresponsável pela preocupação que rasteja atrás de mim, sem pensar, sem sentir. A minha mão escondida debaixo da minha cabeça, amparando-a e dizendo-lhe o caminho que o meu olhar deve seguir, na direcção das estrelas cadentes que passam ao meu lado, tentando-me a pedir-te como o meu próximo desejo. Resisto, uma vez mais e solto risos nervosos ao lembrar-me daquele beijo, última tentação fugaz induzida pelas saudades pulsantes nos nossos olhos.
Capricho meu, tentar fazer-te lembrar o bom que era estarmos lado a lado.Convenci-te que foi só uma brincadeira maliciosa do destino, que nos quis separar da mesma forma que nos tinha unido.
Caiu mais uma estrela no momento em que eu fechei os olhos para te saborear uma vez mais, deixando-me levar pelas folhas que dançavam ao sabor dos meus suspiros e sorrindo deixo-me morrer, agarrada aos delírios que tinhas deixado espalhados ao meu lado.


terça-feira, junho 03, 2008

Contos de fadas

Acordada pelos pássaros azuis que poisaram na minha janela esta manhã.
Debaixo de mim o lençol respirava pausadamente, sem se aperceber do tumulto que se passava ali ao lado. Encostei-me mais ao cobertor estremunhado e perguntei-lhe as horas, ao que entre dentes me respondeu “é cedo…”.
Levanto-me sem fazer barulho e sento-me na cozinha. O dia só agora começa a despontar por cima dos prédios preguiçosos, que nunca se deviam para eu ver as montanhas geladas.
Encho-me de coragem e ponho-me a trabalhar, mas as folhas parecem desviar-se do caminho das minhas mãos. O telefone continua calado, as horas vão pingando taciturnas pela torneira mal fechada. Falta pouco, e no entanto parece uma eternidade, os momentos correm, distraídos pelas minhas veias envenenadas, o café fumegante preenche o ar sem pedir licença, acostumado a este ritual diário.
Uma vez mais sei que estás aí, que me observas de longe, do alto da tua imaginação, adivinhas cada movimento, calculas cada sopro de respiração forçada, marcas o compasso de cada batida do meu coração sem nunca te mostrares. Imaginas os arrepios da minha pele e regozijas-te quando lês os meus pensamentos.
Olho pela janela mas não te vejo, sei que estás aí, mas não à vista. Fecho a janela e sem fazer ruído volto à cama adormecida. Viro-me de um lado para o outro mas a almofada ressona, não me deixando dormir.
Volto à sala gelada, e ponho um filme lamechas. Choro sem saber porquê e acabo por me deixar adormecer ali mesmo, num sofá apertado e desconfortável.
Ele não gosta de mim, desde que lhe derramei café em cima, nem a palavra me dirige, é o castigo que me dá, pelo desajeito crónico que me ataca todas as manhãs.
Pouco me importa, não é com ele que eu quero falar, queria ouvir a tua voz, nem sei o que tinha para te dizer, mas a tua atenção ia ser um prémio merecido, pela minha paciência de te esperar há tanto tempo.
Já gastei a saliva, e todas as minhas palavras fazem tanto sentido como aquela música que falava de príncipes e de montanhas de puré.
Somos parvos, eu e tu. Evitamos o que já por si é impossível, como se fosse esse o único propósito de estarmos aqui, nunca vamos falar, esse conto de fadas que estás a construir à volta dessa princesa que nunca viste, vai-se desfazer em fumo, e vais acabar casado com alguém que há de te amar como eu nunca seria capaz.
Vais sentir esse vazio para o resto da vida, mas nunca vais saber porquê. Um dia deixas de sonhar comigo, e eu hei-de voltar a controlar a minha respiração, seguir os dias como antes, na busca de algo que nunca chega, neste vivência pacífica de dias sempre diferentes, nestes desastres que acabam por me levar à solidão. Agarro-me como posso, a tudo o que é, deixo o passado escapar-me da vista e construo novos sonhos, novas memórias, novas amizades.
Mas sinto a tua presença, mesmo sabendo que não estás aqui, saudades da tua voz, que nem sei a que soa, necessidade do teu abraço, que nem sei bem se existe.
Durmo nos braços do sofá e os sonhos cessam de repente, deixam um grande vazio, terminado pelo sol que me queima as faces e me chama de volta para a realidade.



A esse alguém, que um dia há de vir...

quarta-feira, maio 07, 2008

Fragmentos

Vi as tuas lágrimas serem levadas pelo rio de palavras que iam sendo ditas pela noite dentro. Brilhavam como pirilampos e voavam para longe de nós sem deixarem rasto. A noite caminhava de mãos dadas com a amizade improvisada em cima dos joelhos do vento quente, as conversas sucediam-se e proliferavam na madrugada que possuíamos, não pediam licença, e iam deixando marcas coloridas nos nossos rostos, como se a sua missão fosse fazer-nos felizes naquele fragmento de luz opaca que balançava à nossa volta.
Cúmplices desinteressadas que se uniram por um acaso premeditado pelo sol em conspiração com o balançar suave das ondas estáticas que nos faziam levitar acima das nuvens e além da compreensão humana.
Nem eu sei o que aconteceu naquela noite, fui preenchida por um sentimento de compreensão, pela vontade de dizer mais mil palavras, de ficar mais mil horas ali, sem nada mais que o desenvolver natural de conversas e filosofias, de risos e lágrimas doces, de nos despirmos de pudores sociais quadrados e vestirmos a pele de gente de outros tempos, de sonhadoras e descrentes ao mesmo tempo.
Fui o anjo que te deu colo, fui mensageira daquelas horas há tanto esquecidas e que nos marcaram para sempre. Foste e és parte do porto seguro para onde eu volto sempre, e eu sou a ponte entre o pretérito imperfeito do que fui, e o futuro mais que perfeito que pretendemos alcançar.
Foram conversas de meses inteiros atiradas para umas horas intensas de prazer verbal, de pureza assegurada pelas mentes atordoadas pela surpresa do que estava a acontecer.
Fui “eu” para “ti” naquele fragmento de espaço sideral que nos abraçou com força, e foste futuro pulsante nos sonhos há tanto abandonados.
Unidas por um pedaço de céu negro, rasgado pela luz da lua incógnita e pincelado por dedos carregados de saberes intensos.
Fomos Platão e Sócrates discutindo o existencialismo das estrelas entrançado com a voracidade das ondas do mar ali ao lado. Fomos alcançadas pela sabedoria do que já não é, e pela futilidade do que poderá vir a ser, assoberbadas por cartas de amor que nos chegavam de outros ares, e por risos conjuntos de compreensão absoluta.
E é de conhecer-te assim como a mim mesma que se constroem os risos e lágrimas explicadas apenas pela intuição certeira, e é dos perdões que não têm que ser pedidos que se mantém esta qualquer coisa em nós. Porque somos e seremos sempre, mesmo que o tempo te leve para longe, parte uma da outra, neste sentimento que não tem que ser definido nem explicado, simplesmente porque a sua ingenuidade sincera e inócua faz dele superior ao universo dos sentimentos mundanos.
=) Sabes quem és, *** To the moon and back one thousand times!

quarta-feira, abril 30, 2008

Ancorada ao vento

E sem vida me deixo estar, ancorada ao desespero do vento que corre na direcção das montanhas estridentes, balançando ao sabor dos nadas que vão preenchendo os segundos imparciais.
Agarrada a um quase nada que deixou de ser e me deixou com marcas irreparáveis. Mudanças despropositadas que vieram virar a minha atenção para outro lado qualquer. Abanões incoerentes em desabraços clandestinos que me transformaram numa brisa desassossegada e cheia de coisas que não consigo demonstrar.
Uma qualquer coisa que vai passando pelos tudos da tua vida, sem se fazer notar, porque nada mais interessa senão que tu saibas.
Porque me mudaste, e me habituaste a ter-te sempre ali, e agora sou como qualquer criança incapaz de aguentar sequer a cabeça direita.

Caminho de olhos no chão, porque o céu está demasiado longe, e o chão está já aqui, ao alcance de um pé mal colocado, ou de um desajeito infeliz.

Foste o que foste, e eu fiquei o que não era, como a brisa que se gela ao chegar às montanhas, ou como a chuva que se evapora ao chegar a mim. O calor que me constrói as saudades de horas suadas nas tuas mãos.

O ruído que me acalma os sentidos, porque abafa o que resta das palavras que te gritei quando virei, a música compassada de um coração insípido que bate sem querer, os murmúrios de sonhos indesejados que vêm com um convite por escrito. O desejo imenso de me livrar de ti, mesmo sabendo que és a vida que me preenche os recantos deixados pelas lágrimas, o cansaço deixado pelas lutas entre ti e os meus pesadelos.
A vontade de ser outra coisa qualquer, para deixar de ser esta lua a orbitar apenas ao redor de um buraco negro, só para te poder dizer que um dia estive certa… que tudo muda e tudo acaba, até os para sempre gritados por entre os devaneios da loucura.

sexta-feira, abril 25, 2008

Na tua Ausência

À noite quase me consigo esquecer do teu rosto, aconchego-me em frente a um filme a acabo por adormecer sem pensar em ti, as horas passam, e eu durmo tranquilamente.

Mas o dia chega sempre cruel...
Hoje quase te senti a caminhar ao meu lado, a tua mão a procurar a minha insistentemente, e eu a fugir, rindo-me como uma criança traquina. Porque procuravas sempre a minha mão, e eu fugia sempre para te provocar. Senti o teu respirar no meu pescoço, os teus beijos suaves e fugazes. Senti a tua presença e tive saudades.

Senti o sabor do teu beijo, ainda sinto. O roçar ansioso dos teus lábios na busca pelos meus, aqueles beijos fogosos e demorados que sempre me faziam render. Baixei as defesas e deixei-te aproveitares-te de mim, uma última vez. Sonhei acordada pelas ruas cheias de gente desconhecida.
Nunca estivemos juntos aqui, e no entanto consigo construir memórias nossas como se tivéssemos estado. Cada passo, cada conversa, cada tema de que poderíamos falar, cada resposta que poderias alvitrar. Virei a cabeça várias vezes para ver se estarias aqui, para criticar alguém que passava, ou para te perguntar se querias parar e tomar algo.
No meio daquela multidão, o teu rosto não surgiu uma única vez. Senti-te. O teu corpo apertado contra o meu no metro apinhado, os teus atrevimentos brincalhões no meio daquela gente toda, os meus sorrisos, as tuas gargalhadas… eu a reclamar do calor, e tu a chegares-te mais a mim buscando a minha pele fresca, as discussões amenas e propositadas que nos davam mais um motivo para um beijo, como se precisasses de um motivo para me beijares.
O teu gesto habitual de me desviares o cabelo dos olhos, os cuidados gentis, os hábitos que estão a custar a passar.
Em casa continuei a ver-te em todo o lado, fizeste-me cócegas enquanto estava a cozinhar, e eu abracei-te por trás enquanto lavavas a loiça, e terminamos cheios de sabão e molhados até aos ossos. Tomámos um banho demorado juntos, terminei com uma massagem nas tuas costas perfeitas e deixei-me adormecer assim, encostada ao teu corpo desnudo e embalada pelo teu respirar pausado.
Sonhei o dia todo, e cada imagem foi uma facada nas memórias que tenho tentado esquecer. Já não te quero comigo, mas tenho saudades de te ter. Sou uma incoerente, uma insatisfeita! Não te quero, mas em dias como hoje, quando a tristeza bate à porta e as horas parecem não passar, sinto a tua falta, porque descobrias sempre uma maneira de fazer o tempo passar mais depressa.
Será que ainda sentes o cheiro do meu cabelo acabado de lavar? Que tens saudades das minhas brincadeiras? Será que ainda conheces os meus gestos de cor? Que ainda sonhas comigo? Que ainda queres ver o meu rosto todas as manhãs? Será que ainda és a pessoa que conheci?
Será, que ainda te lembras de como era sermos nós?

quarta-feira, abril 16, 2008

Esta espécie de não-sei-quê

Como poesia esvaída em lágrimas pelas folhas fora, sem saber porquê. Um sentimento contraditório que me leva a ter atitudes inconsequentes, a agir sem pensar, porque se pensasse seguia outro rumo, para longe de ti. Uma espécie de quase nada, que afinal é mais, e me vai dominando pouco a pouco sem eu me aperceber. Um instante impensado que me leva a confessar tormentas há tanto escondidas nos recantos mais improváveis.

Porque agora sabes quem sou, agora vês-me sem te aperceberes, e mais uma vez tento esconder-me em risos inocentes e palavras banais.

Porque te quero de volta, sem saber sequer se te quero, nesta espécie de sentimento por definir, que vem ora de mansinho, ora em avalanches de lágrimas despropositadas.

Arrebatam-me os pesadelos, e acordo agitada a meio da noite à procura do teu conforto, e acabo abraçada à almofada que me vai acompanhando, fiel à sua função.

É esta espécie de não-sei-quê que vai ditando os meus passos, como se eu não tivesse vontade própria, como se tivesse deixado isso tudo, e muito mais quando me vim embora.

É esta espécie de maneira de ser que me faz fraquejar perante um sorriso teu, e me faz tombar inconsciente perante uma lágrima tua.

Querer-te sem te querer, porque não controlo o meu corpo, e não controlo os meus pensamentos, porque parece-me que os deixei contigo naquela noite em que tudo foi dito, e nada mais sobrou.

É esta espécie de amor por definir, que faz de mim criança novamente, em busca de um amigo com quem brincar, e de um colo, onde possa chorar sem vergonha.

sexta-feira, março 21, 2008

Licor de palavras


Beber as tuas palavras como se de um licor se tratassem. Um pequeno gole de cada vez, mordendo os lábios após cada um, para aproveitar cada gota, cada fragmento desse sabor que são as palavras ditas no teu discurso pausado. Sentir os arrepios do tom profundo da tua voz junto ao meu ouvido. O roçar da tua barba por fazer no meu pescoço. A emoção a tomar conta dos meus pensamentos, que me fazem balançar entre ti e a tua voz.


Crio uma realidade virtual à volta daquele instante, quando os teus lábios roçam o meu pescoço acidentalmente enquanto me ias sussurrar algo irrelevante, e a tua mão afasta os meus cabelos teimosos do meu rosto.


A tua mão tremia? Ou era eu? Ou era o licor a falar por nós?Deixei-me cair ali naquele momento, abandonada aos teus devaneios, entreguei-me a ti sem sequer me mover. A minha respiração parou, o meu coração abrandou perigosamente, e tatuei aquele momento no meu corpo.


A noite estava no fim, a sala estava cheia de gente, e nós tínhamos ali um espaço só nosso, em conversas transcendentes, em toques inocentes e tremores indesejados… A noite estava no fim, e eu tinha-te mostrado mais de mim do que aos meus amigos.


Eu não sei quem és, mas conheço-te.Talvez não te conheça, mas algo em mim sabe quem és, conheço o teu passado o teu futuro os teus planos e os teus sonhos, como se fossem meus.

Talvez não saibas quem sou, porque sonho sempre além daquilo que a realidade me permite, mas ali, naquela sala cheia de estranhos, senti-me única, porque foi ao meu lado que sentaste, e a tua atenção foi minha a noite toda, como se fosse realmente importante para ti estares ali comigo.


A noite estava no fim, e tu brindaste-me com um sorriso grandioso e um beijo na face.Os sonhos desfizeram-se, as luzes acenderam-se e as pessoas começaram a dispersar.

No fim, ficou o sabor das tuas palavras no meu ouvido, e o arrepio do meu pescoço na tua memória.


segunda-feira, março 17, 2008

Viro-me contra mim mesma… não posso fazer mais nada. Agarro-me ao que tenho, mas parece não ser suficiente. E tenho muito, mas não tenho o que procuro há tanto tempo.

Se morresse agora, havia muita gente a preocupar-se, a sofrer, a culpar-se… mas eu não, se eu morresse hoje, EU não me preocupava, EU não ia querer saber.

E revolto-me, porque sei quem sou, porque tenho um caminho traçado, e consigo percorrê-lo, apenas tenho pouca vontade de o fazer sem alguém ao meu lado. Porque me sinto destinada a viver sozinha, e isso magoa, arde, como pedaços de metal incandescente debaixo da minha pele… o meu coração vai batendo ao seu ritmo, e tudo o que eu quero é que ele pare, porque não me apetece estar viva.

Porque os passeios sozinha cansam, porque sinto falta das cumplicidades, de alguém que me diga todos os dias “ainda bem que estás aqui”. Eu não estou “aqui”, eu não estou em lado nenhum. Eu existo, uma existência surreal, silenciosa, calma. De quem aproveita tudo o que pode, mas não vive, eu não vivo, eu não consigo viver.

Revolto-me comigo, porque estou aqui, neste sonho, nesta perspectiva de futuro dourada, mas falta algo que lhe dê brilho, porque na minha existência eu não sou suficiente, e isso rasga-me os bolsos e deixa os projectos caírem por terra.

Encosto-me a uma parede qualquer e deixo-me escorregar até ao chão, cruzo os braços nos joelhos e desespero. Eu devia ser suficiente para mim mesma, mas não sou, e vou-me consumindo, em sorrisos, em boa disposição, em esforços sobrenaturais para acompanhar tudo, para mostrar a todos que está tudo bem… e está, porque estou bem, fisicamente bem, mas falta-me um pedaço de mim. Incompleta, e não gosto de me sentir assim. Eu sou, eu posso, eu faço. Arrasto mais uma perna para a frente, esboço mais um sorriso, evito pensar. Falta algo… não gosto de ser assim, não gosto de estar assim.

Já não me entrego, tenho medo, de deixar outro pedaço de mim com alguém, e ficar com outro buraco na alma… transformei-me neste animal desconfiado das sombras, nesta estranha que se olha de lado no espelho, com medo do que possa encontrar, transformei-me, e agora não há volta atrás.

Esmurrei-me de propósito, torturei-me, mas as lágrimas não querem vir, aquele lado sensível esvaiu-se, ou escondeu-se… sofro sem sequer conseguir sofrer, nesta apatia imperceptível, neste rancor manso, nesta existência artificial em que entrei, neste caminho triste de onde não sei sair.

13/03/2008


quinta-feira, março 13, 2008

Vendedores de Sentimentos

“What’s love but a secondhand emotion?”
E não é que ela tinha razão? Os sentimentos são todos assim, sentes, e entregas isso a alguém, vão em segunda mão, o original fica contigo, e só tu sabes o que ele significa na realidade, ele fica para sempre contigo. Entregas algo parecido, ou uma pequena parte daquilo que pensaste, que sentiste. Somos todos seres hipócritas e egoístas, o melhor fica sempre connosco, temos vergonha de entregar tudo, escondemo-nos atrás de escudos bem estudados de pessoas insensíveis, ou demasiado ocupadas para se preocuparem com essas lamechices de sentimentos, entregamo-nos aos pouquinhos, mas sempre bem escondidos, bem disfarçados de pessoas adultas que sabem controlar as suas emoções.
E depois?
Acabamos assim, feridos num silêncio abafado por gemidos de prazer fingido, que procurámos em pessoas tão hipócritas como nós. Porque nos recusámos a sentir, a amar de verdade, porque não queríamos dar tudo, com medo de não receber nada em troca… sim, porque o nosso medo não é dar, o nosso medo é não receber, é sentirmos que estamos a amar em vão, é sentirmo-nos sós, sentir que demos tudo, e como não recebemos ficámos vazios.
É por isso que nos entregamos a frivolidades mundanas, a orgasmos fáceis com desconhecidos tão voláteis como nós. Porque quem amávamos estava ali mesmo ao lado, e nós recusámo-nos a deixar-nos levar por esse sentimento arrebatador, com medo de ficarmos com ele nas mãos, ou sem ele, e sem nada em troca. Sanguessugas excitadas por palavras ocas, somos estripadores sentimentais, que se atravessam no caminho uns dos outros, esquivando-se milimetricamente das escassas sombras de sentimentos que vamos vendo perdidas por ai. Somos tarados sexuais a aproveitarem-se uns dos outros, somos crianças inocentes que suplicam carinho com gritos e berros, para não termos que ser nós a dar o primeiro passo, o primeiro beijo, o primeiro suspiro.
Porque amamos, e dizemos que amamos, e utilizamos esse amor como estandarte doloroso, mas só depois de sermos deixados para trás, só quando já não há nada a fazer, porque somos masoquistas. Porque na realidade não queremos fazer ninguém feliz. Queremos que alguém viva para nós, que nos satisfaça a todos os níveis sem pedir nada em troca, porque os nossos gestos esquivos têm que ser suficientes, porque os nossos carinhos escondidos, as nossas palavras suaves ditas em ardores nocturnos de sofreguidão conjunta têm que ser suficientes, porque as palavras comprometem-nos, e assustam-nos, porque nos obrigam a assumir algo, a sentir algo, a partilhar, a dizer ao mundo que partilhámos, a dizer ao mundo que sentimos, a dizermos a nós mesmos que somos frágeis, que amamos, e que podemos vir a ser amados de volta, e isso faz-nos vulneráveis, isso faz-nos menos que humanos, faz-nos pedir e suplicar por mais.
Mais carinho, mais amor, mais atenção, mais um beijo, mais um minuto, mais um abraço, mais, sempre mais.
E depois choramos as ausências, sentimo-nos abandonados e traídos, atiramos culpas ao vento, abandonamos a nossa própria vida porque ela parece deixar de valer a pena, porque perseguimos e atiramos coisas em cara, porque sentimos ciúmes, porque nos abandonamos ao desespero de não podermos ter o que queremos, porque só queremos porque não podemos ter... porque somos estúpidos, hipócritas e egoístas. Egocêntricos atordoados por delírios esculpidos no meio de dois corpos unidos pelo acaso, que depois se despem um do outro sem se despedirem, e o tempo segue o seu rumo como se nada fosse.
Somos refugiados de guerra, abrigados no beijo de quem estiver mais próximo, escondidos nos lençóis que se apresentem mais confortáveis. Somos prostitutas de sentimentos, vendemos este amor tão grande que sentimos por um pouco de atenção, por um beijo mais fácil, por uma noite descomprometida, por um amanhecer a dois seguido de… nada, então não temos medo, nem vergonha… podemos amar à vontade porque este compromisso não passa da alvorada.
03/03/2008