sexta-feira, abril 29, 2005

Estou só, desesperadamente só! Estou confusa e triste, e insegura e… só, desesperadamente só! Mergulhada em decisões que preferi tomar sozinha, e ainda prefiro, só dói mesmo no momento em que tenho que as comunicar ao mundo.
E o mundo é cruel quando quer, porque apesar de ser amigo, e ouvinte, e confidente em todas as horas, hoje abandonou-me… e com razão, porque na realidade eu não lhe pedi opinião, porque motivo iria agora pedir conforto?
E os amigos? Também eles foram deixados fora de quase tudo não foi? Também não irei correr para o seu colo, até porque eles não têm a solução para o meu problema, ninguém tem… só poderiam oferecer-me um abraço forte e a promessa de tentarem amparar a minha queda se for preciso, mas… estou só nesta jornada. Não estou apenas sozinha, até porque há sempre alguém à volta, estou SÓ, eu, a minha alma confusa e os meus silêncios intermináveis.
Desesperadamente só.

sábado, abril 16, 2005

Ericeira



Não há nada que se equipare ao mar da Ericeira num dia cinzento... ele agride as rochas com fúria, e lá em cima, a vila continua com aquele ar sereno, aquele ar de mãe calma perante a tempestade de um filho...

quinta-feira, abril 14, 2005

Tomorrow I'll be strong

Tomorrow I’ll be strong, I promise! But today… I’ll fall apart, I’ll cry all my tears, I’ll scream and shout, I’ll hurt myself just to find if I’m still alive.
I’ll plan my suicide and write all goodbye letters.
I’ll feel sorry for myself, and I’ll be depressed all day long…
And tomorrow… well, tomorrow I’ll burn those stupid letters, wash my face, and then I’ll be strong again.



...

segunda-feira, abril 11, 2005

Há dias...

Há dias em que tenho muitos amigos à minha volta, mas só pareço sentir falta dos que não estão…
Há dias que fico feliz só por ter um amigo com quem tomar café e falar de banalidades…
Há dias em que estou com mil e uma pessoas, e só me apetece estar só…
Há dias que desejo uma companhia, quanto mais não seja para estarmos em silêncio, mas juntos…
Há dias que escrevo sem querer, mas não consigo parar…
Há dias que preciso muito de escrever, mas os meus dedos recusam-se a trabalhar…
Há dias em que sorrio só mesmo para não chorar…
Há dias que choro de tanto rir…
Há dias que preciso de muito carinho e atenção…
Há dias que só preciso que me deixem em paz…
Há dias em que só me apetece estar calada e no entanto sou forçada a falar…
Há dias em que falo e falo e falo e falo e falo sem dizer nada de jeito…
Há dias que desejo a morte mais que a vida…
Há dias em que a vida nasce de todos os meus poros sob a forma de uma alegria inebriante…
Há dias que desejo esquecer-te para sempre…
Há dias que te amo, e te quero amar para sempre…
Há dias… há tantos dias… e todos eles me fogem sem que eu os consiga agarrar a tempo.


sábado, abril 09, 2005

Angústia

É querer escrever sem caneta nem papel, num desespero louco de soltar o meu interior e não o poder fazer. Querer voar sem asas nem aviões, mas a precisar dessa liberdade infinita de ver tudo lá do alto, e não fazer parte de nada. Querer musica mas não ouvir sons nem ritmos, mas desejar dançar para espantar o que me consome e destrói por dentro, a pouco e pouco num sadismo inconfessável. Quero viver, mas o meu coração parou de bater, e já não tenho sorrisos. Querer ver coisas alegres, mas sem ver cores nem formas, cega pelas lágrimas que ora correm como torneiras esquecidas abertas ora secam como areia no mais profundo deserto árido e esquecido até pelo tempo.
Angústia, que sei eu disso? Sou apenas uma criança com a mania que é crescida, que finjo ter sentimentos profundos mas que nem sei o que significam as palavras que ponho no papel não é? (agora liberto aquele meu sorriso que significa “pois, deve ser isso”).
Talvez um dia eu consiga explicar os meus porquês, talvez um dia consiga mostrar de alguma outra forma o que vou sentindo enquanto o tempo me rasga, me destrói por dentro e por fora, a pouco e pouco. Talvez um dia, se eu não estiver demasiado angustiada eu consiga mostrar ao mundo as cicatrizes do presente, que então será passado, mas que sinto que estarão em carne viva, pois parece-me agora que isto não passará nunca… e por “isto” quero apenas dizer esta angústia que eu “finjo” sentir por ser apenas uma criança à procura das atenções, esta criança que se esconde no silêncio e nos sorrisos despreocupados, sim, é essa a melhor maneira de chamar a atenção, esta criança que vai escrevendo de tal modo desesperada por atenção que o faz sob um nome falso, e esconde tudo num mundo virtual em que ninguém conhece quem está do outro lado… sim mundo, sou uma criança que não sabe o que diz. (e solto um novo sorriso marejado de lágrimas tão salgadas quanto possível).



É engraçado (ou talvez não!) o modo como os sentimentos se vão repetindo ao longo a vida... o que quer que sintas hoje, podes ter a certeza que irás sentir novamente, talvez não amanha, nem depois, mas vais senti-lo!

Diazinho comprido

Dia não! nem para fazer posts tenho paciência...

quinta-feira, abril 07, 2005

Outono...

Sim, já vai longe... mas hoje sinto-me como num dia de Outono. Aqueles primeiros dias de aulas, em que não está frio nem calor, em que a estrada está molhada, e o sol começa a bater levantando nuvens de vapor... hoje não aconteceu nada disso! Esteve calor... muito calor, mas eu sinto-me como nesses dias, o meu humor está cinzento... aquele cinzento indefinido, de quem não está feliz nem triste, sinto-me... vazia.
Queria ir passear à beira-mar de mãos dadas com alguém... um qualquer amigo que me inspirasse segurança e me desse a mão para me fazer sentir que ainda estou viva...

quarta-feira, abril 06, 2005

Cheiro a maresia

"Estou finalmente à beira-mar... oiço as ondas a enrolarem-se na areia, num ritmo próprio, pausado, sem pressas, como se não existisse tempo... oiço as gaivotas que gritam esporadicamente, são gritos lancinantes de uma quase dor.
Este cheiro a maresia... que saudades. O sol bate-me nas costas, aquece-me como tu fizeste... Porque é que o tempo contigo voou, e agora parece arrastar-se ao ritmo das ondas?
Porque é que choro se já sei que é assim? A brisa gela-me as mãos, já não as sinto, já não oiço o meu coração que batia descompassado com as tuas carícias, já não me lembro de mim antes de ti... ridículo... Estou só, a matar saudades da minha infância, ainda assim não me encontro. Hoje procurei-me na areia branca da praia, nas pegadas das gaivotas, nos barcos dos pescadores que repousam tranquilos, nos prédios recortados no horizonte, neste cheiro, no barulho dos carros que passam indiferentes a quem fica, nas pessoas que tagarelam sobre a novela da véspera... onde estou? Contigo provavelmente, o meu corpo vagueia sem destino, e a minha alma procura-te incessantemente..."



Aqui está algo que escrevi na Baía de Cascais, num dia de sol intenso, mas que me pareceu ser o mais cinzento dos dias...

Foto: Ericeira (e não, não fui eu que tirei!)

Simplicidade

Hoje é um desses dias simples... está sol e pouco vento. A minha alma hoje está calminha... seria um bom dia para ir tirar fotografias, mas infelzmente as minhas amigdalas não me deixam sair de casa...

terça-feira, abril 05, 2005

Pedaços de mim

Côr-de-laranja, sumo de maçã, o crepitar da lareira, descansar ao fim de um dia de trabalho, gargalhadas sonoras, um abraço forte, os meus sobrinhos, música, dançar, passear numa praia deserta, batido de manga, limonada, comédias românticas, conversas longas até altas horas da madrugada, escrever, ler sem conseguir parar, espirrar, andar sem pressa e sem destino, dez minutos de preguiça antes de tocar o despertador, uma directa a jogar às cartas, um banho quente num dia frio, dançar à chuva, os meus irmãos, um beijo roubado, conversas secretas entre raparigas, promessas de amor eterno, dizer adeus da janela do avião, um abraço gigante depois de uma semana de ausência, um olhar atrevido, elogios sentidos, os amigos, adormecer a contar estrelas, o sol quente num dia de Inverno, pisar folhas estaladiças no Outono, uma flor, colo de mãe, massagens de umas mãos quentinhas, a minha mãe, marcar um golo, chorar de felicidade, descobrir que afinal eles também choram, o arco-iris, nadar, um “adoro-te” sem motivo aparente, um mega sorriso de uma criança, seguido de um beijo gigantesco e um abraço apertado, rir sem parar, patinar no gelo, uma dentada na orelha, um beijo no pescoço, cócegas, sussurros…

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Algo que escrevi quando andava à minha procura... pensei em tudo o que amava, ou quase tudo, e juntei-os em algumas linhas. Quando preciso de me deixar sorrir, é isto que eu leio =)

E tudo veio do nada...

Antes de começar aí a filosofar, a escrever, e a pôr fotografias, vou explicar o porquê de um blog...

Não lhes achava piada nenhuma, porque a maioria dos que via era daquelas PiHhTaHX muita malucas, que fazem fotoblogs intermináveis, e onde não se consegue ler o que escrevem naquela pseudo-lingua que elas hoje utilizam...
Mas... (há sempre um mas, ou vários, assim como há sempre dezenas de reticências e de pontos de interrogação... se tencionam passar cá mais que uma vez, habituem-se!!!) como eu dizia... mas... para quem gosta de escrever, ter um cantinho onde o fazer é bom, é como irmos decorando o nosso quarto a gosto... sei lá. Acho que quis mesmo descobrir o que é isto. vamos ver se sai algo de jeito.